quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O PASSADO NOS CONDENA.
Conto.
Uma vez um dinossauro veio do passado para punir pessoas más. Quando se materializou em São Paulo, resolveu capturar acusados de crimes e levá-los a um galpão abandonado no centro da cidade. Primeiro pegou um menino de rua que havia roubado uma barra de chocolate numa doceria. Depois um nóia que assaltou uma senhora e roubou-lhe a bolsa; uma moça que matara os pais para herdar a fortuna da família; um serial killer que matava todos em que via alienação religiosa; um pedófilo que abusava e comercializava crianças indefesas; um policial por abuso de poder, . . . e um deputado corrupto que havia enriquecido ilicitamente com o dinheiro publico. O dino, analisou todos os casos e resolveu dar as sentenças:

Para o menino de rua uma escola para frequentá-la até os 18 anos de idade, com a punição de tirar notas acima de seis, todos os anos;

Para o assaltante de senhoras, um emprego remunerado, com a punição de ficar na empresa até a aposentadoria;

Para a moça que matara os pais, um convento de freiras, com a punição de ajudar nos afazeres da instituição e rezar pelos progenitores todos os dias, até seu ultimo dia de vida;

Para o serial killer, um mosteiro na China, com a punição de meditar quatro horas seguidas, três vezes ao dia, pelo resto de sua vida, pedinho para Deus se apiedar de suas vítimas e sanar seus medos;

Para o policial, um emprego na mansão de novo rico, com a pena de se submeter à todas as vontades e desejos de seus patrões;

Para o pedófilo, um manicômio, com a punição de saciar os desejos sexuais dos pacientes, quantas vezes eles quiserem; . . .

Para o deputado, o confisco de todos os seus bens adquiridos e o exilo para a Africa Sub-saariana, com a pena de trabalhar para o auto-sustento e do grupo que o acolhesse.

Depois de punir todos os réus, o Dinossauro foi para Brasília ter uma conversa com o Presidente da República e descobriu-o culpado, condenou-o cúmplice de todos os delitos em que ele havia punido os delatores.

Para o Presidente, ele deu a pena de investir cinquenta por cento do PIB do País na Educação. Feito isso, ele desmaterializou-se e voltou para o passado, com a promessa de voltar cem anos depois. O Dinossauro está preste a voltar, só que ele esqueceu de uns detalhes importantes. Esqueceu de reformular as leis, que na época já eram defasadas e de condenar a política do jeitinho. O que ele vai encontrar nas esferas sociais da nova geração? O presidente cumpriu sua pena?

MATIAS de Araújo, Jurandir, 2014.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014



PENSAMENTO:
A chave de sua felicidade está na memória que dita o auto-conhecimento, a abdicação da possessividade, o amor a si mesmo, o respeito às diferenças e a intuição de um Ser supremo. O resto, basta-lhe ser apresentado e você o compreenderá!

MATIAS de Araújo, Jurandir, 2014.

terça-feira, 7 de outubro de 2014


AXESSUAL.
Não quero sexo . . .
não tenho vontade da prática.
Sinto desejo, sinto tesão.
Isso me mata.
Se passa das carícias
dos beijos e dos abraços
um curto-circuito interrompe
como um chicote de aço
as primazias do amor.
Não quero sexo . . .
quero amar e amor
e o Mar. . .
Quero o prazer de um ato
o encanto de uma carícia
o aconchego de um abraço.
Quero a felicidade com destreza
usufruir o ócio de minha Natureza
e não o ócio social.
Quero observa as estrelas de braços dados com alguém.
Não imitar as estrelas da Mídia
assim, não seria ninguém!
Seria contra a mim, uma perfídia,
uma viagem perdida
nos destroços do além.
Não quero sexo . . .
quero sonhar a gênese e o fim de minha existência.
Descobrir a relevância de Deus e da Ciência.

MATIAS de Araújo, Jurandir, 2014.



segunda-feira, 15 de setembro de 2014


OITO DE SETEMBRO.

O CORVO E EU,
COMTEMPLÁVAMOS A ALTANEIRA.
TESTEMUNHA INCICTA DA VIDA E SUA EVOLUÇÃO NESTE PLANETA.
ELA NOS VIU DO RASTEJO AO QUE SOMOS HOJE.
NÓS, DIRECIONAMOS-NA UMA PRECE.
EU UM SUSSURRO
ELE UM GRASNADO.
E A NOITE LÍMPIDA DEU A ELA UM PASSEIO SEM OBSTÁCULOS
PARA OS OLHOS QUE A COMTEMPLAVA.
ELA ESTAVA MAIS PERTO DE NÓS!
DESLUMBRADORA
DO AMAR,
DO AMOR
E DO MAR..
DONA DA SAGA HUMANA
DA GÊNESE AO QUE NOS COMTEMPORA!
APRECIADORA E APRECIADA DE/POR ÍDOLOS
TESTEMUNHA DAS MISÉRIAS HUMANAS MAIS LONGÍNCUAS
E DAS GLÓRIAS MAIS ENFADONHAS DESTA RAÇA.
COMTEMPLA SEU PLANETA CONDOÍDA
COM AS TRANSFORMAÇÕES INATURAIS
PROVOCADAS PELA PRETENÇA SUPERIORIDADE
DO JECA AO EMPRESÁRIO AO GOVERNADOR. AO PRESIDENTE.
DO SER HUMANO PREPOTENTE!
APRIXIMOU-SE UM POUCO
PARA SUSSURAR SOCORROS
À FAUNA E À FLORA
E INDAGAR UM POUCO ACERCA DOS VERMES QUE SE TRANSFORMARAM.
CORVO, MAIS QUE EU, A ENTENDE POR CONHECÊ-LA MAIS.
EU, DESLUMBRADO
PENSO EM AMORES IMPOSSÍVEIS
EMBALADO COM CANÇÕES ROMANTICAMENTE RETRÓGRADAS.
PENSO PAIXÕES AVASSALADORAS E
ALIENAÇÕES DEVASTADORAS,
DEVORADORAS DE MENTES QUE SE TORNAM INSANAS.
PENSO EM DEUS ENLOUQUECIDO COM AS PRETANSÕES DAS CRIATURAS.
INSADECIDAS, LOUCAS, EGOÍSTAS, OFERECIDAS!
SEU ENTORNO ROTINEIRO
SEGUE O PLANETA, OS SERES, AS COISAS.
CORVO ASSISTIU SUA PASSAGEM ATÉ O RAIAR DO DIA.
EU ADORMECI SOB A LUZ FRESTADA EM MEU QUARTO PAULISTANO.
SENHEI DESORDEM
ACORDEI INSONE, ATRASADO À LABUTA QUE ME ESPERA
ROTINEIRA COMO A LUA QUE COMTEMPLEI.
CORVO VOOU, NÃO SEI!!

MATIAS de Araújo, Jurandir, 2014.



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


A GRAVIDADE DAS FORÇAS E DO TEMPO.

Somos gerados por duas forças incapazes de se afinarem.
Totalmente contrárias na infinitude do labirinto humano
No âmbito das ações e reações!
Portanto, são capazes de se equilibrarem, cada uma em seu circulo.
Por isso,duelam incansavelmente querendo dominar o espírito encurralado na máquina orgânica.
É nela que ele pretende dominar ambas para não aprisionar-se numa só.
Um prisioneiro voluntário em busca de lapidar sua essência espiritual, humana.
O amor e o ódio!
Um par que distribui vários pares
Que se contradizem no vasto computador mental de seres imperfeitos.
Sanidade e loucura
Bem e mal
Equilíbrio e desequilíbrio
Calmaria e conturbação
Luz e sombras . . .
Ele precisa equilibrar todos esses pares para alçar o voou libertário
Da Divina comédia humana
Basta abrir uma janela para acionar a visão de uma delas.
Janela que quando se abre atrai olhares que vagabundeiam no Tempo.
No tempo lapso,
Devorador de acontecimentos lapsos
Entre o real e o irreal.
Duas forças submissas a esse juiz da humanidade.
O Tempo.
O único que pode julgar suas extravagâncias
Benditas ou malditas.
O único que assiste sem pressa a carcomidade das coisas materiais.
Nossa Terra, nosso Corpo, nossa História!
O pensamento humano limita-se no porvir
Desse implacável redentor das calamidades humanas.
As Guerras, as epidemias, as pestes, . . .
Menos a miserabilidade!
Porque somos todos miseráveis independentemente de nossas ações.
O Tempo não corrói a miséria humana
Porque ela faz parte do processo que lapida os seres espirituais que nela habita.
Uma espécie de martelinho de ouro!
Que curando as imperfeições
Liberta o ser de suas garras afiadas e predatória.
Só nisso ela se alia ao incansável redentor.
Seu alimento mais revigorante é a impureza da humanidade
Que se transformando a atrai inevitavelmente!
Porque transformar é desordenar em busca da ordem.
Enquanto existirem os homens
Existirão o Tempo e a miséria.
Porque como o amor e o ódio
Duelam na subjetividade dos seres intelectuais.
É quando se chocam
Que as forças de amor e ódio
Colocam o homem na eterna dúvida do “ser ou não ser” de Shakespeare.
O gênio que soube explorar divinamente a miserabilidade do ser humano
sedento de amar e odiar
num eterno duelo ente o bem e o mal.
Na eterna ambição de encontrar um ponto de equilíbrio entre ambas as forças
Afim de compreender melhor a sua gênese insubmissa.


MATIAS de Araújo, Jurandir – 2013.