O TODO ESTA CHEIO DE PARTES DO TODO.
O todo não é um todo
O todo é multifacetado
Multi-dividido
Multi-individualizado
É como a cidade de São Paulo
Antropófaga
Telescópica
Diagnóstica
Multifacetada
Multi-temporal
Carnavalesca
Burlesca
Caricata
Pernóstica
Sub-natural.
Inóspita para a afloração das subjetividades que querem ser objetivas
Quem sou eu?
Quem é o outro?
Se mostramos nossa cara lavada sem a máscara
Sem o pó
Sem o brilho falso
Sem o sorriso forçado
A antropofagia, o telescópio, o diagnóstico, o carnaval, . . .
Nos lançam nos braços da dilaceradora de seres
A mídia!
Que de princípio nos acalentam
Depois nos jogam na fogueira da intolerância
E reduz-nos ao pó da invisibilidade!
Cuidado com ela!
É tão impiedosa quanto a santa inquisição
Tão poderosa quanto.
É ela própria disfarçada de modernidades
E agora, não perdoa nem os que a fizeram nascer em tempos de ignorância
A mídia é voz insidiosa colocada na boca das massas
Principalmente quando elas ignoram a realidade das coisas sociais.
É um tal de consumismo
De individualismo
De egocentrismo
É uma tal de invisibilidade
De incapacidade
De inimizade
De disputabilidade
Todos e todas exacerbadamente exageradas.
É o todo social distribuindo suas partes mais midiáticas
As partes insólitas da sociedade insólita.
As reverberações são ocultadas nas nesgas da infamada.
Como se o lado diabólico prevalecesse nos indivíduos
ornado de brilhos falsos
Na caçada da lucratividade engenhosa do famoso “jeitinho brasileiro”.
A máscara é belíssima e anti-burocrática.
A verdade anda mais para o submundo
Que se mostra de cara lavada
Porque roubaram-lhes a cota de inclusão.
MATIAS de Araújo, Jurandir – 2013.
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