A VIDA EM PLENO ECO.
Meu grito ecoou no infinito
E uma luz branca ofuscou minhas retinas perplexas
Um jorro de lágrimas transformou minhas pálpebras em chafariz
Condensou-se em meu corpo um véu de pura luz
Que emanava de um buraco branco
É além dele que está o paraíso perdido
Jogado num buraco negro
Pelas lamentações humanas
Limitadas na matéria
Que cega os olhos dados à ignorância espiritual
Um cântico balsâmico deu nitidez à minha voz
Sempre atropelada
E me elevou às alturas de um céu infinito e límpido
Sobre cones de nuvens
Do meu leito delatado pela vidraça
Pude ecoar meu pedido de socorro
Nas profundezas universais do Divino
Que nos puxa inconscientemente para o outro lado
O lado onde tudo flui harmonicamente
Sem o peso da gravidade
Que nos obriga a manter-se de pés no chão
Contraditoriamente
Esse grito,
Essa música,
Essa luz e minha voz masterizada no tempo
Definitivamente me lançaram num mundo desejado e desconhecido
Um mundo de pura virtualidade cibernética
E porque não internética
Um mundo fluídico comandado pela energia
Despido da matéria densa que comanda este mundo ainda incompreendido
Pelo homem que tramita os dois inconscientemente.
A vida dará seu grito de vida plena
Somente quando compreendido os dois mundos que a completa
Que a faz plena num jogo harmônico e equilibrado.
Dos inversos das coisas cósmicas e celestiais e universais.
E porque não divinas!
As revoluções vêm do encaixar das peças celestiais.
É preciso desconstruir o patrimônio do passado
Para reconstruí-lo para o futuro
O único tempo aproveitado deverás é o presente
Que nunca destrói
É um exímio reconstrutor de patrimônios culturais
vencidos pela humanidade ávida por novidades, modernidades,
E por que não por futuridades.
O meu grito ecoou numa noite de insônia desvairada
No exato momento em que meu organismo deu-se por vencido
E meu Espírito tomou-se de liberdade.
No tocante eu senti e vislumbrei ele alçar voou
Espaço-adentro!
E quanto mais eu velociava
Mais longe ficava aquele inverso de buraco negro.
Que me atraia cerebralmente.
Foi um grito de socorro voluntário
Num reencontro desesperado com o Divino
Meu corpo retesou-se como que anafilaticamente.
A volta de meu espírito simulou o choque DEA.
Meu corpo tomou-se de uma angústia de frustração
E aos poucos tomou o tino real
O problema é que aficionado pela imortalidade
Consequentemente pela dominação das forças da Natureza.
Mas a pedra em vez de está apenas no caminho
Está sobre minha cabeça aterrando-me na gravidade terrena.
O pavor me toma porque sei que só a Morte orgânica tirá-la a de cima de mim
É que acho tarde demais para conscientizar-se das coisas Divinas.
Urge em mim uma preça angustiada
Que vez e outra me faz entremear os dois mundo vitais.
E o grito ecoa inevitavelmente
No apagar das luzes corporais.
MATIAS de Araújo, Jurandir – 2013.
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