sexta-feira, 18 de outubro de 2013



EU, DESIDÉRIO! LIBERDADE.

Dar-se à loucura incognoscível do instinto sexual?
O que fazer quando o organismo ferve o caldeirão hormonal e,
O sexo arde de tesão num simples olhar de silhuetas e,
A boca saliva e dessaliva previ-degustando o órgão imaginado?
A boca?
Como resistir a força de contração orgânica
atraída vestiginosamente à malícia da insinuação?
Caras e bocas e mãos bobas arrancam suspiros dolorosos
E os vapores hormonais exalam-se pelos poros e orifícios do corpo
E o estado febril te queda molemente.
Como a esvair-se tuas energias vaporosas
atraídas pela virilidade feroz.
Virilidade?
Oh! céus!
Que fomos amaldiçoadamente rotulados.
Que os séculos nos perseguem impiedosamente.
Ainda?
Não!
Assim, seria eu vetado a todos os olhos cibernéticos.
Internéticos!
O tempo cansado rende-se a Nós!
Mas, olhem as bruxas soltas pregando sandices ao vento
rebatando as últimas almas ignorantes,
alienando-as, fechando-as no ultimo vagão santo e inquisitório.
Dando a elas, adeus . . .
o Tempo fecha o circulo diabólico, carolento.
Pode-se abrir o circulo das inclusões,
das diferenças das individualidades,
da remição!
Não carregaremos mais Cruz
Carregarmos nossas diferenças e individualidades.
Um século de união espiritual e não sexual ditada pelo órgão reimoso.
As carnes se contorcerão pelo prazer das alquimias corporais.
O tabu estapafômbio
adormecerá na caverna do esquecimento.
Liberdade, liberdade.
Faz-se necessária a semeadura do Amor despreconceituoso.
Sexo sim, rótulo não!
Afinal o Amor nunca levou em considerações
feminino e masculino,
homem e mulher.
O Amor é incondicionalmente humano.
Amar é o combustível da vida humana inevitavelmente!
Liberdade, liberdade . . .
O Universo urge a expandir-se!
E o olho humano precisa enxergar o alargamento
Liberdade, liberdade. . .

MATIAS de Araújo, Jurandir – 2013.

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