quinta-feira, 22 de agosto de 2013



ANDRESSA.

Eu ainda estava na datilografia – a s d f g, ç l k j h .
E uma menina nasceu para o computador
Ate hoje não entendi nosso separamento
Vi-a quando bebezinho, rosada como uma flor desbrochando
Numa visita assustada da mãe à casa dos quatro irmãos
Olhei-a fixamente por segundos de contemplação
Algo me dizia que a volta seria longa
Que aquele anjo ressem-chegado
Iria encanta outra família
não a minha!
A despedida tímida da mulher esboçou um sentir doloroso
Meu coração sentiu o dela fraternamente e calou-se
O pai cumpriu o veredicto da lei amorosamente
E os raros encontros afirmaram seu amor pela pequena
Eu nunca estava lá!
Sentia as angústias culpadas de tio
O tempo passou 17 primaveras
E a flor desbrochou completamente
Sua rara beleza navegou o mundo cibernético
E num clic invadiu meu facebook
Vantagens das redes sociais
Ela reclamava um amor ciumento
E as poses fotográficas me traziam imagens delatadoras dos laços consanguíneo
O olho
O olhar
A boca
O sorriso
O tipo físico
Os cabelos
Remetiam às mulheres da Família
É ela!
O bebezinho rosado tornou-se uma linda mulher
Andressa!
Bela, femininíssima, encantadora!
O destino cumpriu seu papel caprichosamente
As atribulações a que passou não sei
Os momentos que marcaram suas fases também não
Mas sei que vive e labuta para seguir em frente
O resto o destino dirá
E o tempo fará acontecer!
O amanhã é ócio do Criador.
Estou aqui
Ela está lá
Disponibilizado a acolher as reservas do destinador
Os acontecimentos não são acasos.
A vida é tecedora de emoções inesperadas.
Que nos obriga a ficar na fila aguardando a vez!
E a tecnologia abre páginas da individualidade alheia
A distância se faz fisicamente
Porque o mundo virtual a reduziu à clics.
Adeus a s d f g . . .
É um prazer Andressa Matias.

MATIAS de Araújo, Jurandir.








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