quinta-feira, 15 de agosto de 2013



DELÍRIO E SONHO.

No subeijo da Morte está meu maior delírio
Vez ou outra acordo madrugado
Com minha alma decifrando o signo odioso
Antes que recobro a consciência sã
Sinto-a levitar observando o cadavivo
Coração pulsa zabumbado ecoando no vazio imaginado
Pensamento aperta pausa na cena acre do desassossego secular
Morte!
Meu delírio não é de pavor, nem de medo
É de dúvida, a que entremeia os “Mundos”
É de perceber o véu negro que oculta o que dita a alma
Cadavivo dita morte
Alma dita vida eterna
E os sonhos os levam à berlinda
Eu, ser duo inevitavelmente
Vivo sempre nas trincheiras da vida angariando tempo
O Tempo de Fênix.
Meu delírio grita a impossibilidade da imortalidade do corpo
porque tenho sede de ir até a inabitabilidade do Planeta
Como é Mercúrio e outros.
Imortalidade é o sonho ousado da dualidade que me completa como ser
Eu desejo carregar milênios de Cultura
De transformação
De evolução humana!
Eu queria ter nascido com o primeiro “Bum”
E carregar na memória o filme que conta a História desse Planeta incrível.
Quantos anos eu teria?
Hah!
Eu que nem sei se o que temos é vida
Desejo a eternidade deste signo humano
Se não fosse o negro véu
Abordaria a Divindade humanamente suposta.
De onde ela marionetiza nossa raça?
Outro delírio que me diz insano.
Os loucos já disseram onde ela vive,
Como ela é
E a sua pretensão.
E os lúcidos?
O que disseram?
Lucidez é um ato de loucura!?
Loucura é o exagero da lucidez!?
São retalhos de culturas observadas e lidas
Que me jogam na casa do verbo delirar
Na verdade eu vivo na casa do tergiversar!
A pesar de achá-lo insuportável à vida.
Aqui, desde a Cúpula até a base vive-se tergiversando sem culpabilidade alguma.
É cultural, já disseram!
Como a morte
Como a alma
Como a Divindade
Como os signos
Como os delírios e o sonhos.


MATIAS de Araújo, Jurandir.



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