quarta-feira, 21 de agosto de 2013


SONHO COM ARTISTA

Senti vontade de caminhar no invisível
Delatar minha visão de Espírito encurralado na matéria
As janelas se abriram largamente por uns segundos
Vislumbrei coisas plasmadas
Silhuetas humanas feito chamas
Tudo se configurava em um plano sem fim
Sem teto nem chão
Nem abismo algum!
Era como gotas misturando-se ao imenso mar.
Meus sentidos não divisavam coisa alguma
Apenas sentia leveza nas coisas indefinidas
O sentimento que reinava era o de integrar um todo harmônico
Eu fazia parte daquilo tudo inevitavelmente
A imagem era toda branca
A diferença se fazia numa escala de tons
Que variava do reluzente ao opaco da cor!
Tudo branco.
Talvez a neve que me fascina impregnou meu sonho.
Procurei um abrigo em meio à brancura do lugar
Avistei uma porta de um branco metálico
A aproximação me definiu uma casa reluzente
As formas plasmadas se distinguiam paulatinamente à minha visão inacostumada
Ao abrir os olhos no início
Era como olhar o céu sem nuvens, ensolarado
Em vez de azul, branco!
Entrei na casa decorada de tons de branco e metálico
Haviam gente, toda de branco
Eu convidado esperado
Aproximei-me de um balcão.
Limão, xarope de groselha e vodka!
O verde e o vermelho eram as cores saltantes.
A figura de Jô Soares estava me esperando para prepararmos juntos a bebida
Cortei os limões, ele macerou-os
Despejei a bebida, ele despejou fios de groselha
os quais depositaram-se no fundo do copo bojudo.
Fazendo caipirinha no Céu com Jô Soares!
Que sena maravilhosa!
Todos se divertiam numa brancura só
Roupas, calçados, acessórios!
Existe essa bebida com vodka, limão e groselha?
O fato é que o Jô e Eu,
resgávamos intimidades de amigos seculares!
Ríamos e
Uma música extraterrena apaziguava o lugar
Vodka?
Era uma bebida que me insinuou-a ao acordar.
Limões?
Era uma fruta que me fez o mesmo
Groselha?
Também!
O peso da matéria carrega sua marca além Terramar.
Talvez o encarceramento de um sonho
Tenha me colocado em intimidades com tantos artista em sonho.
Não é só o Jô que me visita noutra dimensão
Vários são eles que vez em quando povoam meus delírios madrugais.
Eu sou artista?
Talvez,
Trancafiado feito meu sonho Juvenil
Que teima em gritar na imensidão de meu ser
Eu indigno dele o sufoco aventurando-me em sonhos menores!
Quem vai entender?

JURANDIR MATIAS DE ARAUJO.



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