A RELIGIOSIDADE.
Ela pegou a ponta do fio do novelo que tece as carências humanas
Desde então
Teceu a seu bel prazer as lindas cambraias
Que enfeitam os caminhos que a humanidade percorre adentrando séculos.
Tece tão majestosamente
Que precisa os nós que atam o livre pensamento
Pensamos até o nó!
Raros são os que conseguem desatá-los
E os que o fazem
São perseguidos até os liames da loucura
Porque são loucos?
Adiante dos nós há "verdades" contemptoras
Ela precisa atá-los para triunfar nas massas!
Porque as massa não são loucas?
Porque as massas não aprenderam desatar nós?
Antes dos nós ela é a verdade!
Que aliena as sociedades construídas após a ponta do fio bem segurado!
Ela brinca de tecer humanidades
De tecer destinos
De tecer verdades!
Ela aponta um mundo que não nos pertence agora
Porque não descobrir o nosso próprio mundo?
Ensinar-nos a tecer harmonias com ele.
Porque não tecer o paraíso aqui mesmo?
Se o homem sonha com um mundo livre do poder destrutivo do homem
porque não?
Tecer um mundo sem corrupção
Sem fome
Sem misérias
Sem desigualdades sociais
Sem o fanatismo que ela provoca nas massas carentes
Um mundo sem abusos de poderes.
Ela quer? Não!
Ela precisa ser abusada para continuar o triunfo.
Por isso se vale do que é mais caro entre a humanidade.
Seu Criador!
O qual está antes da ponta que inicia
E depois da ponta que termina o novelo da religiosidade.
Porque suas mãos Criadoras
Fez uma obra que será lapidada pelo tempo
Nunca por ela
Porque está entre Ele e o Tempo que nos completará!
Ela é mais um arcanjo que contraria as intenções do Criador!
Que desinteressada ou interessadamente
Prolonga os liames que nos unirão
A Deus e ao tempo harmonicamente.
MATIAS de Araújo, Jurandir.