terça-feira, 23 de julho de 2013



SEXO VIDA E DEUS

Sarcástica esquisitona!
Diz-se crente, destarte casta, pudorosa.
O senhor salva dos olhares alheios.
Tudo em outrem soa pecado
Tudo em si já está perdoado.
Disse-lhe o pastor!
Desde que seja ovelha mansa
Cativa ao Livro.
Achei cômico o discurso dela
Ao vender produtos de sex-shopping
O “bruninho” era anormal
Quem aguentaria isso? Pensei!
A diversidade de gel causava curiosidade
Que exita
Que esquenta
Que adormece
Que dar sabor . . .
Órgãos de silicone
Órgãos avulsos
- Para que se estressar com homens brutos, ciumentos, agressivos
Tenho a solução, ela dizia!
Sarcástica esquisitona!
Nem corada ficava
Falava de sexo e de Deus
Como se um completasse o outro
Completa?
Era como matar e curar ao mesmo tempo
Se dar aos prazeres da carne
E pedir perdão a Deus!
Sarcástica esquisitona!
Deus está cheio de filhos vagabundos
Usando seu santo nome em vão
Na política
Na religião
Nos guetos
Nas famílias
Nas comunidades
Nas classes e em todas as vivências do homem!
Filhos oportunistas
Se valem do poder do Pai
E justificam suas atrocidades
Seres que entremeiam
O céu e o inferno
Em prol do benefício próprio!
Quando penso em filiação divina
percorro um mundo que ninguém imagina
Tanto bem e tanto mal
Tanto amor e tanto ódio
Tanta guerra e tanta paz
Tanta justiça e tanta injustiça . . .
Deus é todo amor
De onde vem tanto horror!
Será que somos filhos de um Deus do amor com uma Deusa do ódio?
E nessa guerra eterna de um contra o outro
Fomos subjugados à eles para fazermos nossas próprias escolhas?
Muitos optam pelo bem
Muitos optam pelo mal!
Seria esse nosso conflito com a vida carnal?
Nosso martírio espiritual?

MATIAS de Araújo, Jurandir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário