BITEMPO.
E o tempo do homem passa depressa
Limitado como a roseira em flor
Lindos botões que afloram
Lindas rosas que desabrocham
Lindos buquês de amor!
Depois murcham e caem sobre a mãe que as gerou
Terra!
Lindo amor que gera
Lindo bebe que nasce
Linda criança que cresce
Lindo jovem que luta
Lindo adulto que pensa
Lindo ancião que descansa
linda história de amor.
depois perde as forças e cai sobre a mãe que os gerou
Terra!
Um circulo de ciclo implacável
Que se aninha no tempo de seu Criador
Terra!
Dito infinito, eterno, de pleno amor
Que gerou o Universo
E os confins do infinito
no b-aba do inaudito
Ao homem se declarou
Deus!
Tempo!
Já o disseram tambor de todos os ritmos!
Deus ou o tempo?
Com o universo vazando aos olhos humanos
Tudo se encolhe e se expande no
tempo , no espaço
no passado no presente, no futuro
Tudo passa de pressa
Tudo demora!
E o limite é a instabilidade do tempo
que escorre nas fibras semióticas da virtualidade.
Bitempo!
E hoje vivemos em dois tempos
O tempo do homem
E o tempo do tempo
Ambos se olham tergiversando
Rumo ao futuro do tempo!
Deus!
MATIAS de Araújo, Jurandir.
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